Azulejaria
de Fachada em Sesimbra
A
azulejaria de fachada tem um duplo papel na arquitetura urbana, um papel
funcional pois protege as fachadas da intempérie, dando-lhe maior
durabilidade ao mesmo tempo que decora.
Portugal
passou por uma época politicamente bastante difícil que teve início
com a primeira invasão francesa que bastantes problemas ao sistema produtivo e
grandes alterações sociais. É só ultrapassado este período que se volta a uma
certa tranquilidade, segundo quartel do século XIX, o que permite a algumas indústrias
regressarem ao seu trabalho normal, surgindo então os primeiros azulejos
de fachada.
Esta
minha recolha fotográfica foi efetuada no mês de agosto de dois mil pelo que
alguns de estes grupos azulejares já não devem existir. Fica para uma próxima
visita a confirmação.
Termos
técnicos utilizados:
Módulo - Módulo é uma unidade (azulejo). Ou seja, o elemento
que é repetido.
Padrão - Estrutura modular plana (repetição do módulo).
Resulta de uma repetição organizada.
Tipos
de padrão:
Por rotação;
Por translação;
Por alternância;
Simetria;
Assimetria;
Invariável - Se
o módulo mantém a simetria em todos os seus eixos, repete-se sempre da mesma
maneira, originando um único padrão.
Variável - Se,
pelo contrário, o módulo não mantiver a simetria em todos os seus eixos,
permite vários padrões.
Estampagem - (ou talho doce): decoração da superfície
vidrada através da utilização de um decalque ou decalcomania.
Estampilhados - Decoração da superfície vidrada com trincha através
da utilização de uma estampilha, uma peça de metal onde está recortado o motivo
decorativo a pintar.
Aerografados - (ou decoração ao terceiro fogo): pintura do azulejo
através de um aerógrafo (pistola de jato de tinta) em que as estampilhas
delimitam as áreas a pintar, processo muito utilizado nos trabalhos de Arte
Nova.
Alicatado
- Formas geométricas obtidas
pelo corte, de peças cerâmicas coloridas, com um alicate (turquês), técnica
desenvolvida pelos povos islâmicos.
Arte
Nova - A corrente estética
a que foi atribuído a classificação de Arte Nova foi importada da
Europa na transição do século XIX (finais de 1880), para o século XX. É um
estilo gráfico rejeitando a linha reta e a sugestão de volume, solidez ou
estabilidade. Assenta numa aparência imaterial e na sugestão de movimento
utilizando linhas curvas, ondulantes, transmitido leveza e liberdade de
movimentos. A sua fonte de inspiração assenta na flora e na fauna. Todos os
frisos apresentados neste trabalho apresentam estas características.
Não
me atrevo a dar como certa a fabricação destes azulejos a esta ou aquela
fábrica, para isso teria de ter acesso a catálogos e ou ao tardoz dos
azulejos pois quase todas as fábricas se diferencia-vão por aí.
Friso